7 de jun de 2017

Moringa - A Árvore da Vida

MORINGA (Moringa oleifera Lam.)









Família: Moringaceae

Sinônimos botânicos: Guilandina moringa L., Moringa moringa (L.) Millsp., Moringa pterygosperma Gaertn., Moringa zeylanica Burmann. 

Origem: Índia

Introdução no Brasil: Década de 50 e ela foi introduzida como planta ornamental e também como uma planta apícola (porque produz flores durante boa parte do ano).

Regiões do Brasil onde é encontrada: Nordeste, principalmente nos estados do Maranhão, Piauí e Ceará. Região Sudeste (São Paulo) e Centro-Oeste, principalmente Mato Grosso do Sul (Pantanal).

Nomes Populares: lírio-branco, quiabo-de-quina, acácia-branca, árvore-dos-milagres, morango, muringueiro. 

Partes Utilizadas: Folhas, cascas, raízes, flores e vagens (frutos).

Obs.: as raízes também podem ser consumidas e nesse caso é preciso retirar a casca, que é tóxica. Ela é comestível e tem um sabor picante que se assemelha ao do rabanete, segundo o pesquisador do Embrapa Frederico Lisita.

As folhas de moringa são ricas em β-caroteno, Proteínas, Vitamina C, Cálcio e Potássio. Folhas, flores e sementes da Moringa oleifera são consideradas fonte natural de antioxidantes.

Propriedades medicinais: abortífero, afrodisíaco, aglutinante (sementes), alimentício (folhas), analgésico (raízes e casca), antibacteriano (casca), antibiótico, anticonvulsivante, antidiabético, antidiarreico, antiedêmico, antieplético (suco das raízes), antiespasmódico, antifertilidade (raízes e casca), antifúngico, anti-helmíntico (vagens), antiinflamatório (raízes e casca), antimicrobiano,antioxidante, antiparalí tico (raízes e frutos), antipirético (vagens), antisséptico, antitumor, antiviral (raízes e casca), aperiente, broncodilatador, cardiodepressor, cardiotônico (suco das raízes), carminativo, cicatrizante, colagogo (flores), colerético, contraceptivo, depressor do sistema nervoso central, depurativo, diurético (flores), embólico, emenagogo, emético, espasmogênico, espasmolítico, estimulante (flores), estomáquico, estrogênico, expectorante, febrífugo, fungistático (casca), hipoglicemiante (casca e flores no vapor), hipotensivo, imunoestimulante, imunossupressor, lactagogo, laxativo (raízes), litolítico, mutagênico, piscicida, protisticida, rubefasciente (uso externo), sedativo, uterotônico, vasoconstritor, vermífugo (flores e sementes), vesicante, vibriocida. 

Indicações de uso medicinal da folha como: purgativo, analgésico, antiinflamatório e o suco é utilizado como hipoglicêmico (baixa os níveis de glicose no sangue). 

Também pode ser indicada nos casos de desnutrição, arteriosclerose, doença arterial coronariana, colesterol. 

As folhas também podem ser consumidas cozidas em: sopas, bolos, pães e guisados.

A vagem pode ser usada verde e fresca, e quando cozidas tem sabor parecido com ervilhas.

As sementes podem ser torradas ou cozidas com sal e usadas como vermífugo.

No Brasil, a farinha da folha é utilizada pela Pastoral da Criança, em estados do Norte e do Nordeste para alimentação de populações com carências nutricionais.

No interior de São Paulo (Marília) há um projeto chamadoMoringa oleifera – A árvore da vida” em parceria do Trees for Future e do Instituto Sócio Ambiental Árvores para o Futuro (ISAAF) que utiliza a farinha da folha de moringa em escolas do estado de São Paulo.

Outras formas de utilização: A Moringa também é utilizada para fabricação de ração de animais, biocombustível e também para recuperação de solo e limpeza de água.
Contra-indicações: Segundo Cândida Cardoso, delegada do Ministério do Desenvolvimento Rural de Santa Cruz, pode: conduzir a problemas cardíacos, poderá aumentar a produção de glóbulos vermelhos, o que deixará o indivíduo “mais propenso” a um acidente vascular cerebral (AVC). Pode também baixar de “forma brusca” a glicemia. 
Composição Fito-Química:

Sementes: oleína, polissacarídios complexos, substâncias antibióticas (pterigospermina e ramnosiloxibenzilisotiocianato).

Cascas do caule: alcalóide, resinas, mucilagem, ácido margarico, benico e moringuico. 

Folhas:

Proteína: 24,5 g por 100 g de farinha de folha de moringa.

Sua possui um elevado valor  de Proteína quando comparado com outros vegetais.

Minerais:  Cálcio, Potássio, Enxofre e Magnésio.

Obs.: Esses teores de minerais podem variar durante os diversos períodos do ano. Fatores climáticos e formas de cultivo interferem na composição de nutrientes, que consequentemente traz essa variação.

Ácidos Graxos: foram encontrado sete tipos  na farinha da folha, os quais em média 69,4% são ácidos graxos poli-insaturados. O Ácido Linolênico é o encontrado em maior proporção. Este é o precursor dos ácidos graxos poli-insaturados da série ω-3 e 6 de cadeia mais longa. O primeiro ácido não pode ser sintetizado pelos animais, inclusive o homem, portanto é considerado ácido graxo essencial.

Os demais ácidos graxos insaturados encontrados foram: linoleico e o docosaexaenoico. O ácido linoleico é precursor dos ácidos graxos poli-insaturados ω-6 de cadeia mais longa, também considerado ácido graxo essencial. O ácido graxo poli-insaturado da série ω-3, ácido docosaexaenoico (DHA), apresenta ação anti-inflamatória.

Vitamina C:  em testes foi detectada uma quantidade muito baixa de Ácido Ascórbico (Vitamina C), mas isso quem sabe se deve  a forma de preparo, pois esse ácido é muito sensível a algumas intervenções.

Carotenoides: Apresenta quantidade de carotenoides totais (entre 358 a 436 mg 100 g-1 de amostra), com predominância de Luteína.

A folha apresenta teores elevados de Luteína se comparado com outros alimentos considerados fontes, como couve cru, couve cozida, espinafre cru.

E o teor de β-caroteno é elevado se comparado com vegetais, como brócolis, folha do aipo, couve e chicória.

O teor de Luteína encontrada é estatisticamente igual para todos os meses analisados, enquanto que a β-criptoxantina e o β-caroteno varia significativamente entre os meses de coleta.  Segundo pesquisadores informam que essas diferenças qualitativas e quantitativas de carotenoides, podem estar relacionadas a fatores como: cultivo, variedade da planta, maturidade no momento da colheita, clima, região de cultivo, parte da planta utilizada, condições durante a produção e condições pós-colheita.

O consumo regular do alimento com Luteína está relacionado com baixo risco de doenças cardiovasculares, prevenção de alguns tipos de câncer, catarata e degeneração macular e envelhecimento. O consumo de cerca de 10 g de farinha de moringa por dia irá fornecer cerca de 30,4 mg de luteína.

Obs.: A utilização das folhas e sua várias formas de uso não causam como resultado o aumento da glicose, pois ela tem a capacidade de não se transformar em açúcares como outros vegetais.



Outros:

Fibras, Ácido Clorogênico e Rutina.


Farinha de Moringa

Ingredientes: Folhas maduras secas de Moringa.
Existem dois modos para o preparo da farinha de moringa.

Modo de preparo: Secar as folhinhas de moringa em uma peneira em local fresco e à sombra por vários dias até que estejam quebradiças. Coloque-as no liquidificador para transformá-las em um pó fino ou soque-as num pilão. Armazene em um vidro escuro, na parte de baixo da geladeira.

Modo de preparo em regiões de muita umidade (com possibilidade das folhas mofarem): Retire os pecíolos das folhinhas de moringa e lave-as. Deixe secar à sombra por 2 horas. Espalhe-as em tabuleiro de alumínio e leve ao forno com temperatura mínima. É aconselhável deixar o forno semi-aberto por pelo menos 30 minutos de secamento para se evitar o possível cozimento das folhas. Deixe as folhas secarem até ficarem quebradiças (em média 60 minutos). Coloque-as no liquidificador para transformá-las em um pó fino. Armazene em um vidro escuro, na parte de baixo da geladeira.
Pode-se usar essa farinha como acompanhamento de vários alimentos como, por exemplo, feijão, arroz, saladas, etc.



PÃO INTEGRAL
Ingredientes:
·                     2 xícaras (chá)de água morna
·                     1 xícara (chá) de óleo
·                     3 colheres (café) de sal
·                     3 ovos
·                     1/2 xícara (chá) de açúcar (opcional)
·                     3 tabletes ou 45g de fermento biológico (pão)
·                     3 a 5 xícaras de farinha de trigo integral
·                     farinha de trigo comum (até dar o ponto, cerca de 500 a 750g)
·                     100g de Pó de Moringa
·                      
Preparação:
1.                Bater no liquidificador a água morna, óleo, sal, ovos, açúcar e o fermento.
2.                Misturar a farinha integral, dissolvendo-a muito bem. Acrescentar a farinha de trigo e Moringa em pó aos poucos, sovando até não grudar nas mãos.
3.                Fazer uma bola com toda a massa e deixar crescer até dobrar de volume, coberta por um pano de prato limpo. Fazer os pães nos formatos desejados.
4.                Deixar os pães crescendo nas assadeira, cobertos com pano de prato limpo, até que, quando pressionados com o dedo, a massa permaneça afundada, não retornando ao ponto original.
5.                Assar em forno com temperatura mínima e aumentar para média somente quando começar a dourar.

Fontes:
Livro:
Plantas Medicinais no Brasil: Nativas e Exóticas – Lorenzi, Harry e Matos, F.J. Abreu – Instituto Plantarum, 2ª Edição: 2008, Nova Odessa, SP. Páginas 379 e 380.
Sites:
http://projetomoringa.blogspot.com.br/p/informacoes-cientificas.html (blog)
https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/19823237/moringa-para-todos-os-gostos
http://www.plantamed.com.br/index.html
Obs.: Todos (sites e blog) acessados aos 18.05.2017, as 19:00 hs.

Pesquisado por: Renilde Santos, Terapeuta Naturopata especialista em Plantas Medicinais, Florais e Homeopatias.
Ministrante de Cursos nas áreas Holísticas e Esotéricas em destaque o de Plantas Medicinais pela Agnes’ Natuterapias.
Contatos:
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